• 30/05/2021
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ES AMEAÇADO DE PERDER ROTAS DE CABOTAGEM

As categorias profissionais, representadas por suas respectivas entidades, vinculadas às atividades portuárias do Espírito Santo, alertam a respeito das perdas que a decisão da Vale em desativar o bunker (píer) de barcaças da Petrobrás, localizado em suas dependências, operado pela Transpetro para suprimento de combustíveis dos navios que chegam e partem do Espírito Santo.

Tal decisão se atém ao inquestionável direito da empresa na gestão dos seus interesses, mas requer uma solução urgente para a estratégica função de suprimento atualmente executada pela Transpetro na referida instalação. Isso representa implementar novo equipamento, numa decisão que requer estudos de viabilidade técnica, logística e administrativa. Por isso demanda prazo suficiente para sua disponibilização e a prorrogação do funcionamento das instalações atuais pelo menos o tempo suficiente para evitar a interrupção de atividade tão importante economicamente para o Espírito Santo.

Os efeitos e impactos de uma suspensão desses serviços são avaliados pelo encarecimento dos fretes das embarcações que se destinam ou partem do Espírito Santo porque terão como alternativas abastecerem no Rio de Janeiro ou na Bahia, levando assim ao acréscimo do valor final ao consumidor. Em consequência também ocasionará redução do volume de movimentação de cargas pelo porto de Vitória, notadamente as de navegação de cabotagem. Não se trata da mera disponibilidade de abastecimento, mas da segurança de abastecimento confiável que influencia a decisão dos armadores em manterem suas rotas.

PERDA DE EMPREGOS

Outra perda, esta de desdobramento social, é a extinção de cerca de 300 postos de trabalho gerados pela movimentação do píer, contrastando com um momento particular da economia onde a manutenção do emprego é uma preocupação prioritária.

Igualmente importante é a perda de receita das atividades que a operação do píer proporciona, mobilizando empresas de inspeção (surveyor), afretadores e mão de obra da praticagem. Necessário considerar a perda tributária decorrente da desativação de atividades que geram base de arrecadação, com estimativa de perda entre R$ 200 a R$ 230 milhões ao ano.

Assim, as entidades que se ocupam de assegurar que as atividades portuárias cumpram seus propósitos econômicos e sociais reivindicam ao Governo Federal com a mediação das instâncias locais da representação popular, Poder Executivo, Legislativo, as providências no sentido de promover junto à Vale uma prorrogação do prazo fixado para encerrar as atividades do bunker em sua área. E simultaneamente intervir junto à Petrobrás para acionar alternativas existentes, de igual resolutividade, como outros piers que podem operar o bunker, a utilização de navio cisterna ou a realocação para outro píer dentro da área da Vale, enfim, ações tempestivas que impeçam a interrupção do abastecimento dos navios evitando as perdas de vários tipos que esse fato provocará.

Nesse sentido instamos a bancada federal capixaba, representada por nossos deputados e senadores a encaminhar essa justa reivindicação, apoiados pelas autoridades capixabas que, suprapartidariamente, operam em uma única direção política: o interesse do Espírito Santo.

SINDICATO DOS AQUAVIÁRIOS DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO

SINDICATO DOS PETROLEIROS DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO

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